Família fatura R$ 2,5 milhões com produção de salgadinhos

Pensando em montar um negócio em família? Invista que pode sim dar certo!

Família fatura R$ 2,5 milhões com produção de salgadinhos

Marcelo Alves, 39, sempre quis ser dono de seu próprio negócio. Aos 18 anos, o carioca abriu uma lanchonete em uma academia em que era aluno. Ele comandou o empreendimento até os 22 anos, quando o repassou para o seu tio porque achou que a renda estava baixa.


Formado em Administração, ele foi trabalhar em uma empresa de consultoria, mas ainda com o sonho de trabalhar sem um chefe. Sua inspiração era seu pai Luiz Carlos Fernandes Alves que comandou vários negócios ao longo da vida. Em 2005, ele conversou com o pai dele sobre um novo empreendimento. Queria uma inspiração.

“Meu pai tinha fechado a imobiliária e estava pesquisando um novo negócio. Eu contei para ele que sempre tive o sonho de trabalhar por conta própria como ele. Então decidimos pensar em um negócio para abrir juntos”.

Como Luiz já tinha a experiência no setor de alimentos, pai e filho decidiram abrir um negócio de salgados para festas de crianças, a Kidoguinho.

Decididos a abrir o negócio, eles se depararam com outro problema: pouco dinheiro para começar. Luiz e Marcelo alugaram um pequeno sobrado em Botafogo para fazer a fábrica de salgados. “Não era o local ideal mas era o que tínhamos na época”. Eles começaram a divulgar o produto “boca a boca”, mandando degustação para amigos e para escolas. A estratégia deu certo e eles logo começaram a receber muitos pedidos.

Assim como muitos empreendedores, Marcelo não largou o emprego quando abriu o negócio.

Apesar de o empreendimento estar dando certo, pai e filho começaram a divergir sobre a forma de gerí-lo. “Era um negócio pequeno e tínhamos pensamentos diferentes sobre como deveria ser o crescimento. Eu queria diversificar a linha de produção, abrir outras fábricas, queria um crescimento mais rápido. Meu pai queria ir mais devagar”, relembra Marcelo.


O conflito de pensamentos fez com que o jovem se afastasse do negócio e voltasse para a empresa em que ele trabalhava. Enquanto isso, Luiz continuou gerindo o negócio e aumentando a produção, que passou a atender eventos corporativos e a fazer delivery.


Marcelo ficou afastado da Kidoguinho por 11 anos até que, em outubro de 2017, ele conversou com o pai sobre como ele estava se sentindo. “Eu estava trabalhando em uma seguradora de vida e estava ganhando muito bem. Mas eu não era dono do meu negócio e isso era uma grande frustração”. Além disso, o pai contou que estava precisando de ajuda para gerir o negócio.

Eles decidiram tentar de novo, desta vez com uma divisão mais clara dos cargos: Marcelo ficaria responsável pela parte administrativa e financeira e Luiz pela parte comercial e pelo controle de qualidade

Além deles, a irmã de Marcelo, Vanessa Alves, também entrou no negócio como Diretora de Marketing, ficando responsável pelas mídias sociais e pela divulgação da marca.


.E foram muitas mudanças feitas na empresa com a entrada dos filhos. “Tiramos o cachorro do logo porque dava um aspecto infantil. Não funcionava tão bem em eventos corporativos e queríamos atingir outros públicos”. As mudanças logo deram resultado e ajudaram no faturamento de R$ 2,5 milhões em 2017.

Eles também abriram a primeira unidade física na Estação Antero de Quental, no Leblon, em janeiro deste ano. A loja está faturando R$40 mil por mês. Para 2018, Marcelo conta que eles querem ter de três a cinco pontos de venda, além de abrir franquias no Rio de Janeiro.
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